Planejamento Patrimonial e Sucessório

Holding familiar e planejamento sucessório

Planejamento sucessório é organizar em vida a passagem do patrimônio para a próxima geração, em vez de deixar que um inventário resolva depois. A holding familiar é uma das formas de fazer isso, e não serve para toda família: essa é a primeira coisa que avaliamos. Também conduzimos inventários, judiciais e extrajudiciais, quando a sucessão precisa ser resolvida após o falecimento, e elaboramos testamentos para quem organiza tudo em vida.

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Para quem é este serviço?

Famílias, empresários e investidores com patrimônio a proteger

Situações que atendemos

  • Preocupação com o que acontecerá ao patrimônio no futuro
  • Inventário longo, custoso e conflituoso entre herdeiros
  • Mistura entre patrimônio pessoal e empresarial
  • Aluguéis e outros rendimentos tributados integralmente na pessoa física
  • Falta de governança familiar e regras claras de sucessão

Atendimento especializado

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Quando a holding familiar faz sentido, e quando não faz

A holding familiar é uma empresa criada para ser dona dos bens da família, com as regras de sucessão escritas no contrato social. Ela não é sinônimo de economia, e montar uma sem necessidade custa dinheiro e paciência. Estes são os cenários que encontramos com mais frequência dos dois lados.

Costuma fazer sentido quando

  • O patrimônio inclui imóveis alugados e a renda hoje é declarada na pessoa física
  • Existe empresa familiar, e a sucessão dela precisa de regra antes de virar disputa
  • Há mais de um herdeiro, ou herdeiros de casamentos diferentes
  • Os bens estão em estados diferentes, o que multiplicaria inventários
  • A atividade profissional expõe o patrimônio pessoal a risco
  • Há investimentos e ativos financeiros relevantes além dos imóveis, sem regra definida de sucessão

Costuma não fazer sentido quando

  • O patrimônio é basicamente o imóvel onde a família mora
  • Há herdeiro único e nenhum conflito à vista: o inventário tende a sair mais barato que a estrutura
  • A intenção é vender o patrimônio no curto prazo e encerrar o assunto: cenário diferente de quem compra e vende imóveis como atividade, que pede outra estrutura
  • A ideia é proteger bens de dívida que já existe: isso não é planejamento, é fraude contra credores, e a estrutura cai
  • Ninguém na família quer conviver com contabilidade e obrigações mensais de empresa

Serviços oferecidos

01

Holding patrimonial familiar e corporativa

Constituição e estruturação de holdings familiares e corporativas para organizar, proteger e gerir o patrimônio, com governança, separação de riscos e vantagens tributárias e sucessórias.

02

Planejamento sucessório

Definição de estratégias para a transmissão do patrimônio entre gerações, com redução de conflitos e custos de inventário.

03

Inventário judicial e extrajudicial

Condução do inventário em cartório ou na Justiça: partilha, ITCMD e regularização dos bens, mesmo quando não houve planejamento em vida.

04

Testamento

Orientação e elaboração de testamento integrada ao planejamento patrimonial, respeitando a legítima dos herdeiros necessários e prevenindo disputas entre herdeiros.

05

Estruturação e organização patrimonial

Análise e reorganização dos bens pessoais e empresariais para criar uma estrutura segura, eficiente e alinhada aos seus objetivos.

06

Documentação e governança

Elaboração de acordos de família, regimentos internos, procurações e demais documentos que organizam as regras de convivência e gestão do patrimônio.

Como funciona na prática

O trabalho tem uma ordem, e ela importa: cada etapa depende das decisões tomadas na anterior.

  1. 1

    Diagnóstico

    Levantamos os bens, a renda que eles geram, a composição da família e o regime de bens do casal. Só depois disso dá para dizer se a holding é o caminho e qual formato faz sentido.

  2. 2

    Desenho da estrutura

    Definimos o tipo de sociedade, quem entra como sócio e como as cotas serão distribuídas, com as cláusulas que protegem o que importa: usufruto, incomunicabilidade, impenhorabilidade e reversão.

  3. 3

    Constituição

    Contrato social registrado na Junta Comercial, CNPJ, inscrições e a estrutura contábil de partida.

  4. 4

    Integralização dos bens

    Transferência dos imóveis e das participações societárias para a empresa. É a etapa de maior impacto tributário e a que mais exige cuidado com o ITBI.

  5. 5

    Doação das cotas com usufruto

    As cotas passam aos herdeiros ainda em vida, com reserva de usufruto: quem construiu o patrimônio segue no controle e continua recebendo a renda. É nesta etapa que incide o ITCMD, o imposto estadual sobre herança e doação, chamado de ITCD em vários estados.

  6. 6

    Governança familiar

    Acordo de sócios e regras de convivência: quem administra, como se decide, e o que acontece em caso de divórcio, saída de um sócio ou falecimento.

Quanto custa montar uma holding familiar

Não existe preço de tabela, e vale desconfiar de quem informar um antes de olhar o patrimônio. O custo de montar uma holding tem quatro componentes: os honorários advocatícios do planejamento e da constituição, as custas de Junta Comercial e de cartório de registro de imóveis, o ITBI quando for devido, e o ITCMD sobre a doação das cotas aos herdeiros. Some a isso a contabilidade mensal, que passa a existir a partir da abertura.

Sobre o ITBI cabe um alerta que costuma pegar as famílias de surpresa. A transferência de imóveis para integralizar o capital da empresa é imune ao imposto, mas a própria Constituição afasta essa imunidade quando a atividade preponderante da empresa for compra e venda de imóveis, locação ou arrendamento mercantil (art. 156, § 2º, I). Como boa parte das holdings familiares nasce justamente para administrar aluguéis, esse ponto precisa entrar na conta antes da transferência, não depois.

Quanto custa uma holding familiar: os custos, item por item

Perguntas frequentes

Para quem vale a pena fazer uma holding familiar?

Depende menos do tamanho do patrimônio do que da sua composição e da configuração da família. Vale a pena quando há bens que geram renda, mais de um herdeiro, empresa familiar envolvida ou imóveis em estados diferentes. Um patrimônio grande, concentrado em um único imóvel e com herdeiro único, muitas vezes não justifica a estrutura.

A partir de qual patrimônio a holding compensa

Qual a desvantagem de uma holding familiar?

Ela cria uma empresa, e empresa dá trabalho: contabilidade mensal, declarações, custo fixo e menos liquidez para vender um bem por impulso. Há ainda o custo tributário da montagem, e a perda de algumas isenções que só existem na pessoa física. Quem monta holding esperando economia automática costuma se decepcionar.

As desvantagens da holding familiar, sem maquiagem

Vou perder o controle dos meus bens em vida?

Não é assim que um bom planejamento funciona. O formato mais comum é a doação das cotas com reserva de usufruto: quem construiu o patrimônio continua administrando os bens e recebendo a renda enquanto viver, e o acordo de sócios define as regras de administração e de decisão. O controle só muda de mãos do jeito e no momento que o titular escolher.

Como funciona a doação em vida com reserva de usufruto

Tem que pagar ITBI ao transferir imóveis para a holding?

Nem sempre. A transferência de imóveis para integralizar o capital social é imune ao ITBI, mas a Constituição exclui dessa imunidade a empresa cuja atividade preponderante seja compra e venda de imóveis, locação ou arrendamento mercantil (art. 156, § 2º, I). Como muitas holdings familiares existem para administrar aluguéis, a conta precisa ser feita caso a caso, antes de transferir.

A holding familiar realmente evita o inventário?

Evita quando as cotas são efetivamente transferidas aos herdeiros em vida, normalmente por doação com reserva de usufruto. Só criar a empresa e colocar os bens nela não resolve: se as cotas continuarem no nome de quem faleceu, elas entram em inventário do mesmo jeito. É um detalhe que decide o resultado inteiro do planejamento.

Como a holding evita o inventário (e quando não evita)

Vocês atuam em inventário judicial e extrajudicial?

Sim. A via adequada depende do consenso entre os interessados e dos requisitos legais do caso: a existência de testamento ou de herdeiro menor ou incapaz exige análise específica, e quando a escritura em cartório não é admissível o inventário segue pela via judicial. A definição da via pode afetar as etapas, o prazo e os custos.

Entenda os custos e as etapas do inventário

A holding familiar substitui o testamento?

Não necessariamente. A holding organiza os bens que estão dentro dela; o testamento cobre o que ficou de fora e as disposições pessoais de quem planeja. A utilidade de cada instrumento depende dos bens na estrutura e do que se pretende dispor, sempre com respeito à legítima dos herdeiros necessários, a metade da herança que a lei reserva a eles.

Veja quando holding, testamento e doação se complementam

Posso abrir uma holding sozinho?

Abrir a empresa, sim: o registro em si é acessível. O que raramente funciona sozinho é a parte que importa, que é decidir o tipo societário, redigir as cláusulas de proteção, definir a ordem das transferências e escolher o momento da doação. Refazer uma estrutura mal montada costuma custar mais do que montá-la corretamente, porque os impostos já foram pagos no caminho errado.

Como fica o cônjuge na holding familiar?

Depende do regime de bens do casamento e da forma como as cotas são doadas. É possível doar cotas com cláusula de incomunicabilidade, para que não se misturem ao patrimônio do cônjuge do herdeiro em caso de casamento ou divórcio. Também é preciso observar a legítima: metade da herança pertence de pleno direito aos herdeiros necessários, entre eles o cônjuge (arts. 1.845 e 1.846 do Código Civil).

Vocês atendem clientes de outras cidades e estados?

Sim. O escritório fica no Estreito, em Florianópolis, e é onde acontece o atendimento presencial, mas todo o trabalho de planejamento patrimonial também é conduzido de forma remota, para clientes de qualquer lugar do país. Os registros são feitos na Junta Comercial e nos cartórios competentes conforme a localização dos bens, independentemente de onde você esteja.

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